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INESC Coimbra lidera novo projecto de investigação sobre arquitectura de defesa com EdgeAI para resiliência em guerra híbrida
Jorge Sá Silva, investigador do INESC Coimbra, coordena o projecto SHIELD-EU, financiado pela FCT no âmbito do concurso DEFENCE + SCIENCE 2025 para projectos exploratórios na interseção entre ciência, tecnologia e defesa.
O projecto desenvolve uma arquitectura de defesa apoiada em Internet das Coisas inteligente, inteligência artificial de proximidade (EdgeAI) e modelos cognitivos, emocionais e comportamentais, para reforçar a resiliência a ameaças de guerra híbrida, onde as dimensões digital, informacional, psicológica e operacional se cruzam. Um dos focos centrais é apoiar a tomada de decisão e a resposta em ambientes de elevada pressão, processando informação crítica de forma mais rápida e segura sem depender de infraestruturas centralizadas.
O SHIELD-EU conta com a colaboração da Força Aérea Portuguesa.
Sérgio Jesus vence 4.ª edição do Prémio Vencer o Adamastor
Sérgio Jesus, investigador na Feedzai e doutorado em Ciência de Computadores pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, venceu a 4.ª edição do Prémio Vencer o Adamastor, no valor de 20.000 euros. O trabalho premiado desenvolve uma metodologia para avaliar a justiça e a explicabilidade de sistemas de inteligência artificial usados em decisões reais, como a deteção de fraude. A equipa produziu ainda dois recursos em código aberto, o conjunto de dados Bank Account Fraud e a biblioteca Aequitas Flow, hoje incorporados no software Feedzai Fairness Suite. A cerimónia decorre esta segunda-feira no Auditório Ferreira da Silva, na FCUP, com a presença do Presidente da República, António José Seguro.
IA e cibersegurança ou a interseção de dois gigantes
A inteligência artificial ataca sistemas informáticos mas também os defende. Carlos Ribeiro, investigador do INESC INOV e membro da direção do INESC INOV-Lab, analisa esse duplo papel da IA como defensora e atancante de sistemas informáticos.
O autor identifica três áreas onde isso acontece: o cibercrime, a deteção de ataques e o ataque aos próprios sistemas de IA, considerando esta última a mais preocupante. Em termos simples, um atacante pode esconder instruções dentro de um pedido aparentemente normal, levando um assistente de IA a agir de forma diferente da pretendida, um problema que já existia desde 1988 noutros sistemas informáticos e que agora reaparece nos grandes modelos de linguagem. Carlos Ribeiro termina por assinalar um desequilíbrio estrutural entre atacante e defensor. O primeiro escolhe o alvo, o segundo tem de proteger tudo.
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Em 1980, 𝐨 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐮𝐭𝐚𝐝𝐨𝐫 do 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂, um Data General MV/8000, entrou içado por uma grua, pela varanda, no edifício Alves Redol.
Os inesquianos a assistir à chegada (incluindo a senhora que não esconde a sua alegria) estavam a ver chegar uma máquina que pesava centenas de quilos e se viria a tornar o coração de uma instituição que tinha acabado de ser fundada. Não havia elevador que chegasse, mas havia muita vontade.
Os fundadores chamaram à missão da instituição “𝐕𝐞𝐧𝐜𝐞𝐫 𝐨 𝐀𝐝𝐚𝐦𝐚𝐬𝐭𝐨𝐫”, o gigante de Camões, os limites impostos a quem ousa para o desconhecido.
Dar este nome a uma instituição de investigação e desenvolvimento nascida da parceria entre universidade e indústria no Portugal dos anos 80 era simultaneamente simbólico e arrojado.
Na segunda-feira, o INESC entregou pela quarta vez o Prémio com esse nome. O vencedor, Sérgio Jesus, desenvolveu um trabalho que permite testar, com rigor e em condições próximas da realidade, se os sistemas de IA que decidem sobre crédito, emprego, segurança ou saúde o fazem sem discriminar e de forma auditável.
Da chegada do primeiro computador a este trabalho foram 45 anos de percurso com o mesmo propósito.
O espólio histórico do INESC está a ser recuperado em parceria com o HTC NOVA FCSH pela investigadora Inês José.
No âmbito do projecto História, Memória e Património do 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂, em parceria com o 𝐇𝐓𝐂-𝐂𝐅𝐄 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐅𝐂𝐒𝐇, começámos as entrevistas aos Históricos do INESC. Na conversa com o Professor José Tribolet, ficámos a saber que houve desde o início um esforço deliberado para criar uma cultura de convívio entre colaboradores: actividades desportivas, festas, churrascos, momentos partilhados. A equipa nesta fotografia é um exemplo disso. Anos 90 a toda a velocidade!
Esta consciência veio, por um lado, do tempo que passou nos Estados Unidos no início da carreira, do que aprendeu com o seu orientador sobre a importância desses momentos para a cultura de investigação, e, por outro, das suas próprias reflexões e conversas com outras figuras fundadoras. É largamente conhecida a definição do Professor Tribolet do INESC como “𝒖𝒎 𝒂𝒄𝒆𝒍𝒆𝒓𝒂𝒅𝒐𝒓 𝒅𝒆 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔”. O que uma instituição produz depende do que as pessoas que a compõem são capazes de fazer umas pelas outras e umas com as outras.
A conversa deixou-nos com muitas perguntas: o que é que este tipo de convívio representa para uma instituição? Como se fomenta de forma consciente? Que papel teve no percurso do INESC?
Reconhece alguém na fotografia?
Em maio de 1993, o 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂 publicava nas suas Notícias Técnicas um artigo a explicar à equipa o que era uma lista de distribuição de correio electrónico e como funcionava. Na mesma edição, noticiava “𝐥𝐢𝐠𝐚çõ𝐞𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚𝐬”: colaboradores que recebiam a workstation encomendada há meses mas não conseguiam ligá-la à rede porque a infraestrutura não estava pronta.
Era 1993, acabava de ser criada a Telecom Portugal. Um telemóvel chegava a custar o equivalente a vários milhares de euros. O 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂 estava integrado no ISODE Consortium, a trabalhar nos protocolos de comunicação que se tornavam a base da internet europeia, a formar o capital humano que construiu a transição digital do país, e a comunicar sobre isso com clareza e com graça.
Estas publicações estão a ser digitalizadas no âmbito do projecto de património histórico do 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂, em parceria com o 𝐇𝐓𝐂-𝐂𝐅𝐄 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐅𝐂𝐒𝐇.








