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Arlindo Oliveira sobre IA, Estado e ensino: “Estamos a aproximar-nos rapidamente da explosão da inteligência”
O Prof. Arlindo Oliveira, Presidente do INESC e membro do comité de acompanhamento da Agenda Nacional de Inteligência Artificial, foi entrevistado pelo Público e a Renascença no programa Hora da Verdade. Na conversa, abordou a encíclica Magnifica Humanitas, a ausência de uma visão integrada para a utilização da IA na administração pública, o estado do projecto Amália, os riscos para a educação e a proximidade do auto-aperfeiçoamento recursivo dos modelos de linguagem. A entrevista completa está disponível no Público.
Portugal formou doutorados que as empresas ainda não sabem aproveitar e o SAIL quer mudar isso
No sétimo episódio do Podcast .IA do ECO, Inês Lynce, presidente do INESC-ID, explica como o SAIL, laboratório de inteligência artificial com 27,2 milhões de euros do Horizonte Europa, foi concebido para levar a ciência até ao fim da cadeia: da investigação às empresas, passando pela formação avançada e pela transferência de tecnologia.
Novo robot desenvolvido pelo INESC TEC vai revolucionar o apoio logístico nas operações do mar profundo
Não existe nada igual no mundo. O protótipo está em desenvolvimento e já tem a primeira missão marcada para maio de 2027, onde permanecerá no fundo do mar durante duas semanas.
Eventos
VER TODOS >Cerimónia de Entrega do Prémio Vencer o Adamastor — 4.ª Edição
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Saber mais ›ELLIS Doctoral Symposium 2026: Trustworthy AI
Instituto Superior Técnico, Lisboa
Saber mais ›ADRF26 — AI, Data and Robotics Forum
Centro de Congressos da Alfândega do Porto
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Em Dezembro de 1994, quando Portugal ainda não tinha vivido os incêndios catastróficos de 2003 e 2017, o INESC estava a desenvolver um protótipo de detecção automática de fogos florestais. O protocolo era com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o local de instalação era o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
A preocupação era legítima e a aposta foi mantida. O sistema que nasceu desse trabalho, o CICLOPE, desenvolvido pelo INOV, tornou-se uma referência nacional em videovigilância florestal. Em 2025, a CIMRL – Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria distinguiu-o como um dos projectos mais transformadores na protecção do território português.
Mas o CICLOPE não ficou em Portugal. A parceria com a empresa grega Satways Ltd levou o sistema à Grécia, país que, como Portugal, tem sido devastado por incêndios florestais com uma frequência e uma intensidade crescentes.
No final de 2025, o CICLOPE deu origem a uma empresa autónoma, a INOVSIGHT, criada para acelerar a expansão territorial e consequente internacionalização.
Uma equipa portuguesa antecipou um problema global, construiu uma solução, e está agora a exportá-la para países que enfrentam o mesmo desafio.
Portugal tem cerca de dois mil e quinhentos quilómetros de costa e uma relação com o oceano que nunca foi só geográfica e sentimental, mas também filosófica e científica. A expansão marítima dos séculos XV e XVI não teria acontecido sem o investimento sistemático em cartografia, astronomia e engenharia naval que a precederam.
O INESC de 1989 sabia disso. Tanto, que escolheu caravelas para a capa da sua newsletter quando quis falar do futuro.
E hoje, o sistema INESC trabalha o oceano sem metáforas.
O INESC TEC lançou em 2025 o INESCTEC.OCEAN, um Centro de Excelência em robótica marinha, energia oceânica e monitorização ambiental.
O INOV INESC desenvolve o MARCONNECT, um projecto Horizonte Europa que viabiliza a partilha de dados de sensores entre navios civis com guardas costeiras europeias em tempo real, permitindo manter seguro o espaço marítimo europeu.
Somos um povo voltado para o mar. E para a ciência também.
Em 1989 o INESC fazia 9 anos e escolheu um nome para a sua estratégia da década seguinte: Vencer o Adamastor.
A escolha não foi sentimental. O Adamastor é o monstro do Cabo das Tormentas nos Lusíadas, mas o que os portugueses usaram para o vencer, para o dobrar, não foi um particular traço de alma, foi sim conhecimento técnico acumulado em cartografia, astronomia e engenharia naval.
Para o INESC de 1989, a analogia era directa. O Adamastor personificava o atraso tecnológico, a dependência científica e a periferia europeia, e o plano para o vencer era o mesmo: desenvolver conhecimento onde ainda não existia antes que a dependência se tornasse inevitável.
Quarenta e cinco anos depois, o Prémio Vencer o Adamastor reconhece quem quer contribuir precisamente para isso.
A 4.ª edição já tem vencedor e o nome está para breve.








