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Portugal formou doutorados que as empresas ainda não sabem aproveitar e o SAIL quer mudar isso
No sétimo episódio do Podcast .IA do ECO, Inês Lynce, presidente do INESC-ID, explica como o SAIL, laboratório de inteligência artificial com 27,2 milhões de euros do Horizonte Europa, foi concebido para levar a ciência até ao fim da cadeia: da investigação às empresas, passando pela formação avançada e pela transferência de tecnologia.
Novo robot desenvolvido pelo INESC TEC vai revolucionar o apoio logístico nas operações do mar profundo
Não existe nada igual no mundo. O protótipo está em desenvolvimento e já tem a primeira missão marcada para maio de 2027, onde permanecerá no fundo do mar durante duas semanas.
Dezasseis investigadores do sistema INESC entre os 50 melhores cientistas de Ciências da Computação em Portugal
Do INESC-ID: Ana Paiva, Joaquim Jorge, Miguel Pupo Correia, Luis Rodrigues, Francisco Correia dos Santos, Arlindo Oliveira, Rui Maranhao Abreu, Rodrigo Rodrigues, Leonel Sousa, Isabel Trancoso, Manuel Lopes, Mário Silva e Bruno Martins.
Do INESC TEC: João Gama, Carlos Soares e Pavel Brazdil.
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Em Dezembro de 1994, quando Portugal ainda não tinha vivido os incêndios catastróficos de 2003 e 2017, o INESC estava a desenvolver um protótipo de detecção automática de fogos florestais. O protocolo era com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o local de instalação era o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
A preocupação era legítima e a aposta foi mantida. O sistema que nasceu desse trabalho, o CICLOPE, desenvolvido pelo INOV, tornou-se uma referência nacional em videovigilância florestal. Em 2025, a CIMRL – Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria distinguiu-o como um dos projectos mais transformadores na protecção do território português.
Mas o CICLOPE não ficou em Portugal. A parceria com a empresa grega Satways Ltd levou o sistema à Grécia, país que, como Portugal, tem sido devastado por incêndios florestais com uma frequência e uma intensidade crescentes.
No final de 2025, o CICLOPE deu origem a uma empresa autónoma, a INOVSIGHT, criada para acelerar a expansão territorial e consequente internacionalização.
Uma equipa portuguesa antecipou um problema global, construiu uma solução, e está agora a exportá-la para países que enfrentam o mesmo desafio.
Portugal tem cerca de dois mil e quinhentos quilómetros de costa e uma relação com o oceano que nunca foi só geográfica e sentimental, mas também filosófica e científica. A expansão marítima dos séculos XV e XVI não teria acontecido sem o investimento sistemático em cartografia, astronomia e engenharia naval que a precederam.
O INESC de 1989 sabia disso. Tanto, que escolheu caravelas para a capa da sua newsletter quando quis falar do futuro.
E hoje, o sistema INESC trabalha o oceano sem metáforas.
O INESC TEC lançou em 2025 o INESCTEC.OCEAN, um Centro de Excelência em robótica marinha, energia oceânica e monitorização ambiental.
O INOV INESC desenvolve o MARCONNECT, um projecto Horizonte Europa que viabiliza a partilha de dados de sensores entre navios civis com guardas costeiras europeias em tempo real, permitindo manter seguro o espaço marítimo europeu.
Somos um povo voltado para o mar. E para a ciência também.
Em 1989 o INESC fazia 9 anos e escolheu um nome para a sua estratégia da década seguinte: Vencer o Adamastor.
A escolha não foi sentimental. O Adamastor é o monstro do Cabo das Tormentas nos Lusíadas, mas o que os portugueses usaram para o vencer, para o dobrar, não foi um particular traço de alma, foi sim conhecimento técnico acumulado em cartografia, astronomia e engenharia naval.
Para o INESC de 1989, a analogia era directa. O Adamastor personificava o atraso tecnológico, a dependência científica e a periferia europeia, e o plano para o vencer era o mesmo: desenvolver conhecimento onde ainda não existia antes que a dependência se tornasse inevitável.
Quarenta e cinco anos depois, o Prémio Vencer o Adamastor reconhece quem quer contribuir precisamente para isso.
A 4.ª edição já tem vencedor e o nome está para breve.








