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Fazer ciência em Portugal é um pequeno milagre
João Claro, presidente do INESC TEC, esteve à conversa com António Costa Silva na Liga dos Inovadores sobre o que separa a ciência portuguesa do mercado e sobre o que torna possível fazer investigação de referência com os meios disponíveis em Portugal. Com mais de 700 investigadores e empresas como a Kep Soft, a LTP Labs e a Ilof nascidas na instituição, o INESC TEC trabalha todos os dias na construção dessa ponte. Ouça a conversa no Expresso.
Arlindo Oliveira sobre IA, Estado e ensino: “Estamos a aproximar-nos rapidamente da explosão da inteligência”
O Prof. Arlindo Oliveira, Presidente do INESC e membro do comité de acompanhamento da Agenda Nacional de Inteligência Artificial, foi entrevistado pelo Público e a Renascença no programa Hora da Verdade. Na conversa, abordou a encíclica Magnifica Humanitas, a ausência de uma visão integrada para a utilização da IA na administração pública, o estado do projecto Amália, os riscos para a educação e a proximidade do auto-aperfeiçoamento recursivo dos modelos de linguagem. A entrevista completa está disponível no Público.
Portugal formou doutorados que as empresas ainda não sabem aproveitar e o SAIL quer mudar isso
No sétimo episódio do Podcast .IA do ECO, Inês Lynce, presidente do INESC-ID, explica como o SAIL, laboratório de inteligência artificial com 27,2 milhões de euros do Horizonte Europa, foi concebido para levar a ciência até ao fim da cadeia: da investigação às empresas, passando pela formação avançada e pela transferência de tecnologia.
Eventos
VER TODOS >Cerimónia de Entrega do Prémio Vencer o Adamastor — 4.ª Edição
Auditório Ferreira da Silva da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Saber mais ›ELLIS Doctoral Symposium 2026: Trustworthy AI
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No âmbito do projecto História, Memória e Património do 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂, em parceria com o 𝐇𝐓𝐂-𝐂𝐅𝐄 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐅𝐂𝐒𝐇, começámos as entrevistas aos Históricos do INESC. Na conversa com o Professor José Tribolet, ficámos a saber que houve desde o início um esforço deliberado para criar uma cultura de convívio entre colaboradores: actividades desportivas, festas, churrascos, momentos partilhados. A equipa nesta fotografia é um exemplo disso. Anos 90 a toda a velocidade!
Esta consciência veio, por um lado, do tempo que passou nos Estados Unidos no início da carreira, do que aprendeu com o seu orientador sobre a importância desses momentos para a cultura de investigação, e, por outro, das suas próprias reflexões e conversas com outras figuras fundadoras. É largamente conhecida a definição do Professor Tribolet do INESC como “𝒖𝒎 𝒂𝒄𝒆𝒍𝒆𝒓𝒂𝒅𝒐𝒓 𝒅𝒆 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔”. O que uma instituição produz depende do que as pessoas que a compõem são capazes de fazer umas pelas outras e umas com as outras.
A conversa deixou-nos com muitas perguntas: o que é que este tipo de convívio representa para uma instituição? Como se fomenta de forma consciente? Que papel teve no percurso do INESC?
Reconhece alguém na fotografia?
Em maio de 1993, o 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂 publicava nas suas Notícias Técnicas um artigo a explicar à equipa o que era uma lista de distribuição de correio electrónico e como funcionava. Na mesma edição, noticiava “𝐥𝐢𝐠𝐚çõ𝐞𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚𝐬”: colaboradores que recebiam a workstation encomendada há meses mas não conseguiam ligá-la à rede porque a infraestrutura não estava pronta.
Era 1993, acabava de ser criada a Telecom Portugal. Um telemóvel chegava a custar o equivalente a vários milhares de euros. O 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂 estava integrado no ISODE Consortium, a trabalhar nos protocolos de comunicação que se tornavam a base da internet europeia, a formar o capital humano que construiu a transição digital do país, e a comunicar sobre isso com clareza e com graça.
Estas publicações estão a ser digitalizadas no âmbito do projecto de património histórico do 𝐈𝐍𝐄𝐒𝐂, em parceria com o 𝐇𝐓𝐂-𝐂𝐅𝐄 𝐍𝐎𝐕𝐀 𝐅𝐂𝐒𝐇.
Em Dezembro de 1994, quando Portugal ainda não tinha vivido os incêndios catastróficos de 2003 e 2017, o INESC estava a desenvolver um protótipo de detecção automática de fogos florestais. O protocolo era com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e o local de instalação era o Parque Nacional da Peneda-Gerês.
A preocupação era legítima e a aposta foi mantida. O sistema que nasceu desse trabalho, o CICLOPE, desenvolvido pelo INOV, tornou-se uma referência nacional em videovigilância florestal. Em 2025, a CIMRL – Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria distinguiu-o como um dos projectos mais transformadores na protecção do território português.
Mas o CICLOPE não ficou em Portugal. A parceria com a empresa grega Satways Ltd levou o sistema à Grécia, país que, como Portugal, tem sido devastado por incêndios florestais com uma frequência e uma intensidade crescentes.
No final de 2025, o CICLOPE deu origem a uma empresa autónoma, a INOVSIGHT, criada para acelerar a expansão territorial e consequente internacionalização.
Uma equipa portuguesa antecipou um problema global, construiu uma solução, e está agora a exportá-la para países que enfrentam o mesmo desafio.








